quarta-feira, 19 de agosto de 2009

De onde surgiu a idéia do Blog

Estou gostando bastante da idéia de escrever. A grande verdade é que nunca escrevi absolutamente nada. Iniciei aqui no Blog alguns dias atrás. Nunca fui capaz de compor uma música decente, um texto decente... nada.
Essa necessidade surgiu com uma indignação de algo que aconteceu no meu trabalho, só que infelizmente nem tudo pode ser "falado". Mas tudo pode ser escrito.
Mas o que quero dizer que esse universo virtual te inspira a falar. Dizer o que pensa. Criticar e elogiar sem exitar. Falar mal ou falar bem, mas falar. Quem nunca tentou, experimente. Talvez não num Blog se não te sentir à vontade, mas um ultrapassado diário pode ajudar e muito.
Inclusive tento não acompanhar Blog's para que este tenha sua própria cara, sua própria essência e que seja simplesmente o Blog do diego C.
Abraços

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Talento

Talento. Provém do latim, "talentum", que por sua vez se origina do grego "tálanton". Tálanton é uma moeda de troca (medida de peso) usada na Grécia e em Roma. No português, talento significa capacidade adquirida ou inata. Eu percebo que tenho talento pra música. O que me falta é competência pra ela.
É fácil perceber alguém que tem talento. É comumente utilizada no meio artístico. Ouve-se com frequência também quando se refere a esportistas.
Mas o que é talento? Pra que ele serve? Não serve pra absolutamente nada se não vier acompanhado de uma boa dose de COMPETÊNCIA. Talento sem competência é o mesmo que a eira sem a beira, se é que me entendem...? Enfim, nem precisa entender.
Moramos num país espetacular, cheio de talentos. Talentos na música, talentos na política, talentos nos esportes, talentosos pesquisadores, talentosas mães, pais, engenheiros, policiais e por aí vai... até astronauta nós temos. Aliás, tínhamos. Hoje ele se tornou mais um repentino célebre. Somos criativos, bem humorados e temos uma fama de termos "talentos" especiais pra farra. Porém, todo este talento vem acompanhado de uma dose muito pequena de COMPETÊNCIA. Portanto: de nada serve este talento todo. Nosso talento serve pra dar um jeitinho aqui, outro jeitinho ali e nada mais. Todos os brasileiro que uniram Talento e Competência foram reconhecidos no Brasil e fora dele.
Quando penso que poderíamos utilizar com maior COMPETÊNCIA o nosso TALENTO, logo penso que poderíamos ser um país de Primeiro Mundo. E eu garanto que nós temos talento pra atingir o Primeiro Mundo. Então, o que está faltando? Nem vou responder.
Não adianta almejar um Primeiro Mundo, se 99,99% dos brasileiros menos favorecidos continuarem achando que o interessante é nascer talentoso para o futebol, para o carnaval, para o samba ou para a política (diga-se que são uma das únicas maneiras de enriquecer por aqui). Enquanto isso, Alemães, Japoneses, Americanos e até Coreanos desenvolvem a Competência e depois despertam o talento. Por isso que eles são chatos, metódicos e, como se diz aqui??? "cri-cri"... isso mesmo. Eles são "cri-cri" e nós somos Terceiro Mundo. Mas nós temos o Pelé e a Carla Perez. Mas o Pelé e a Carla Perez já não são talentos. São orgulho do povo, e de orgulho falamos em algum post um dia desses.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A Estética Sulina

Arma-se a noite e as pessoas quase que sistematicamente entram num processo inquietante em busca de abrigo.
A grande maioria reclamando do frio ou das mudanças repentinas de temperatura a que estamos expostos aqui no Rio Grande do Sul.
"Bom dia, boa tarde, boa noite...! Mas que frio, mas que coisa horrível, será que chove?!" É quase um vício. Parece que, impreterivelmente, a conversa deve ser iniciada desta forma, seguindo o tal "protocolo".
É uma queixa constante que oculta e mascara algo que é, em minha opinião, a maior característica do povo do Gaúcho. O verão se vai e o frio começa a surgir criando um cenário típico, com geada, neve e temperaturas desordenadas variando com intensidade. O desconforto físico acaba causando uma confusão "mental/psicológica" de que isto é ruim. A realidade é que isto fica embutido em nós e acabamos nos acostumando com a "idéia". Agindo assim acabamos deixando de aproveitar o que temos de graça e que faz parte do nosso cotidiano. Deixamos de aproveitar o clima, apreciar um bom vinho, uma comida típica, rodas de chimarrão e violão, as quais tanto aprecio.
O frio deveria ser o maior aglutinador da família. Sentar-se ao redor de uma lareira, um fogão à lenha ou até mesmo um fogo de chão. Sentir o gosto do café que tanto combina com o frio, não é?!
Não gostar do verão? Imagine. Muito longe disso. Gosto muito do verão. Apenas creio que nos identificamos muito mais com o frio. As pessoas ficam mais interessantes, convivemos mais com nós mesmos numa melancolia insistente de uma noite de inverno. Isso é triste, deprimente?! Talvez. Reflita comigo: artistas produzem mais na tristeza, solidão e sofrimento que causa uma introspecção absolutamente necessária. As maiores obras primas da humanidade surgiram nestes momentos. O frio impulsiona a alma a transformar o pensamento mais fútil e corriqueiro em uma viagem infinita para dentro de nós. E a inspiração surge no ato.
Quão arcaico isto seja, para mim é um orgulho perceber como novidade esta "estética" sulina que mantém e traduz a cultura do nosso estado, preservando a tradição apesar da descrença e do mundo global.
Mas que frio horrível, tchê!... horrível sim, apenas pra quem não sabe aproveitá-lo.