segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Engenheiros??? Precisamos é de competência...

Há alguns dias eu venho me propondo a escrever algo sobre o tema aqui no blog, pois nem só de devaneios ele vive.
Pois bem. Como todos sabem, minha formação é em Engenharia Civil e atualmente meu ramo de atuação é em obras públicas, ou seja, aquelas que em sua grande maioria são contratadas através de processos licitatórios.
A conjuntura atual do nosso país tem presenciado uma crescente na construção civil que não havia sido posta em prática ao longo dos séculos. Muito disto por uma questão de fomento de economia e acesso à imóvel próprio, parte cabível nesta atuação pela administração pública, mas muito disto porque nosso país tem uma carência grande de efetiva evolução neste cenário, por um abandono oriundo de décadas em que o Governo elencou outras prioridades. Não tenho o propósito de defender ou criticar Governo “A” ou “B”. Isto é apenas uma análise histórica e atual.
É muito importante identificarmos que inúmeros aspectos foram primordialmente fundamentais para que tal cenário se desenhasse na trajetória do Brasil e depois analisarmos de forma prática o que está sendo proposto pelo Governo.
Dentre todas as conquistas a mais importante, sem sombra de dúvidas foi a possibilidade de “eleger” o nosso próprio Governo. Tenho alguns pontos que me trazem dúvidas sobre a real Democracia no Brasil, mas isto fica para uma próxima abordagem. Acredito que a Democracia só existe realmente quando o povo tem lucidez, discernimento e clareza do que ela significa... Porém, hoje temos um país de analfabetos funcionais em todos os aspectos.
O segundo ponto a ser considerado é a abertura ao capital estrangeiro, importação e exportação de produtos e tecnologia, modernização da economia e do país e o primeiro indício de melhoria social da população, dentre outras medidas. Aqui certamente terei inúmeras posições contrárias, pois tenho de defender quem fez isto: foi o abominado Fernando Collor de Mello o responsável por esta guinada nos rumos do país quando disse que “Os carros no Brasil são carroças”. Poucos sabem, mas foi o único a reduzir o número de ministérios. Ficou marcado pelo início das privatizações, pelo confisco da poupança e posteriormente pelo impeachment. Foi deposto muito mais por ter subestimado seus inimigos políticos do que pelas “atrocidades” que cometeu (vide as capas dos jornais nos últimos anos).
O terceiro ponto é a estabilização da economia, o controle da hiperinflação e transmissão de confiabilidade na moeda nacional. Talvez a partir desta conquista é que se pode dizer que se amplia o horizonte de crescimento da economia nacional. O alicerce da nação foi construído para que as demais conquistas sejam nele amparadas. Nesta etapa surgiram os primeiros programas de distribuição de renda efetivos no Brasil. Quem conhece o perfil de cada governante que tivemos sabe que de todos os Presidentes, a partir de Tancredo Neves, eleito democraticamente por eleições diretas, o FHC é o mais socialista. A interrupção do seu Governo não possibilitou que houvesse a grande ampliação dos programas sociais que ele próprio almejava. Em consequência, quem levou a fama foi o Lula que também ampliou os diversos programas.
O quarto ponto foi a inegável “habilidade” do Governo pós FHC em fazer o que se propôs: governar. Tendo um cenário favorável ao crescimento o uso fruto foi primoroso. Alavanca-se a economia através de programas como o PAC, por exemplo, amplia-se a distribuição de renda, milhões tem oportunidade de acesso à casa própria, as obras de infraestrutura ampliam, etc. E é neste ponto que quero chegar.
Hoje vivemos um problema CRÔNICO em todo o Brasil. Tudo que se começa, ou atrasa, ou não conclui, ou superfatura ou tem má qualidade...  Ou o que é pior: TUDO ISTO JUNTO. Não é exceção, é regra em quase todas as obras. E o Governo tenta justificar o injustificável... E não é privilégio do Governo Federal. Estados e municípios vivem situação semelhante.
A presidente Dilma deu indicativos de que, para suprir uma carência de Engenheiros, vai utilizar da mesma manobra que utilizou “em se tratando” dos médicos. Ou seja: permitir que profissionais de outros países (entenda-se Cuba) possam exercer a profissão no Brasil. Isto já é possível, desde que cumpram com os preceitos legais e “morais”. Novamente estamos incorrendo no erro de estancar uma hemorragia com um band aid, como se trazer mais Engenheiros fosse resolver os problemas que cito a seguir:
- Falta de cultura de planejamento;
- Falta do planejamento em si;
- Falta de estudos bem elaborados de concepção e viabilidade;
- Falta de projetos completos, minimamente decentes em qualquer país sério;
- Falta de preços adequados;
- Altíssima carga tributária em todos os setores da economia;
- Falta de mão de obra qualificada ou que ao menos queira trabalhar (quantidade não é qualidade). Aqui vale um parêntese: os programas sociais conduzidos hoje da forma como são, estimulam a que este quadro se degrade mais ainda;
- Intervencionismo absurdo do Governo na vida das pessoas e nas empresas;
- Burocratização do sistema como um todo. Hoje se utiliza 4 ou 5 engenheiros para desempenhar as funções que em países desenvolvidos ou prósperos, se utiliza apenas 1 engenheiro (ou profissional, enteda-se como mais adequado), justamente pelo excesso de burocracia envolvida em todos os processos;
- Investimento em pesquisa e desenvolvimento, não ficando estes sob-responsabilidade exclusiva da iniciativa privada. Atualmente os valores investidos no Brasil são baixíssimos;
- Incompetência do Governo como um todo, visto isto através do aparelhamento e utilização de estatais para fins de garantia de poder, financiamento de campanhas políticas, etc. Sou da opinião de que o Governo tem de cuidar de saúde, segurança, educação e regular os demais setores. O Governo não tem de ser dono de empresa nenhuma. Deve sim, com competência e o mínimo de decência, controlar a economia e deixar que as empresas produzam riqueza para o país;
- Altíssima taxa de juros;
- CORRUPÇÃO, que existe desde a fila da padaria;
- Morosidade em aspectos que envolvam os processos licitatórios;
- Morosidade em aspectos que envolvam a contratação para as obras;
- Morosidade dos órgãos ambientais em todas as esferas, o que obriga a paralisação frequente de obras já em andamento;
- Qualidade das obras;
- INADIMPLÊNCIA DO GOVERNO em todas as esferas;
- Efetivo crescimento econômico que sustente esta demanda. Nosso crescimento é vergonhoso comparado ao restante do mundo;
- Extensão de tudo que foi citado acima às indústrias extratoras, produtoras, distribuidoras de insumos necessários à expansão da Construção Civil e demais setores da economia e da sociedade.

Face ao exposto, creio que assim que o que está na lista seja resolvido ou “minimizado”, seria uma ótima solução buscar Engenheiros para resolver o déficit de profissionais no país. Caso contrário, é mais uma medida populista que visa tapar o sol com a peneira.

As empresas da Construção Civil brasileiras estão dentre as maiores do mundo, tanto em qualidade quanto em quantidade. Executam obras em TODOS os países desenvolvidos, sendo reconhecidas como referência mundial em inovação e tecnologia. Por que só no Brasil não conseguem este feito?
Aqui o governo recebe justamente o que contrata... Contrata mal, recebe mal e assim sucessivamente.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Mel de Abelha, Abelha de Mel

Apesar de cigano, todas as abelhas que surrupiaram o doce desta flor tosca, gaúcha e mal amada, que sou eu, nunca mais tiveram vez. Dentre o ventre da tua leve doçura, tenho vivido no divã que és, minha Flor Morena.
Ternura quente de um dia de inverno, dentre lucidez, loucuras e devaneios, ponho o pé no chão da terra onde estou e te sinto aqui.
Que o tempo há de levar, não tenho dúvidas... mas há também de conservar o sonho que brota dentre um mate e outro, sorvendo tristezas, amarguras e alegrias de um sonho que se vive hoje.
Onde te encontrar? Em todos os lugares espero por ti, vejo a ti, sinto te aqui, perto e longe, pulsando e silenciosa, ofegante e extravagante como o teu sorriso.
Não é à toa esta chama que se inflama quando toco a tua pele. Arde e arde muito! Te tenho como idolatria de minha parte e por horas, escrava da minha ilusão. Te vejo em cima do altar, te desejo e te enxergo debaixo de meus pés quando me convém. 
Enfim, és camaleoa, mutante e ladra de alma. O mel que cobiçou na flor que veio buscar transformou-se em Abelha numa fusão incrível. Desta forma invertem-se os papéis da história e a vida segue na troca do pólen, asas, pétalas e boca.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Diversidade

Um brinde à diversidade!!!
Cultural, Futebolística, Política, Esquerda, Centro, Direita, Samba, Reggae, Funk, Soul, Axé, Rock, Canções de Ninar...
Ao drible que todos os dias damos na vida por sermos brasileiros e a nova vida que nos cerca de surpresas, em uma época tão conturbada de verdades e inverdades que acercam aos nossos, um brinde à diversidade!
Não me prendo a conceitos e luto diariamente contra os meus próprios pré conceitos que exalam à mau cheiro, bom cheiro, cor, branca ou preta, cargos e funções, atitudes e a falta dela... à absolutamente tudo.
Arrepio a pele enquanto escuto uma bela voz, estridente, rouca ou não... uma melodia marcante que entranha no ouvido e soa feito massagem. 
Crio, recrio e prospecto uma grande e inalcançável utopia que remanesce a vida frente às dificuldades. Eu caio, recaio e esqueço do passado enquanto adivinho o futuro.
Pretendo ser épico e ao mesmo tempo perene. Pretendo ser teu e ao mesmo tempo me dou ao luxo de ter o mais original sentimento de ser só meu, somente meu.
F...-se as ideologias, f...-se você com sua hipocrisia nata de quem é pobre de espírito.
Reveja tua vida e escute um bom som ao invés de pronunciar palavras não bem vindas aos ouvidos que tu alcanças. Faça algo pela tua sociedade e te apegue aos pequenos detalhes da tua fina flor. Esqueça das disputas pobres que a diversidade da vida nos impõe. Esqueça das brigas, dos rancores e da fadiga.
Ao estresse, faça algo que massageie teu Ego.

domingo, 26 de junho de 2011

Invernia

Tardezita de Junho no interior e o frio que descadera o cusco, assusta. 
O fruto cobiçado, tal morena do tipo bicho, do tipo flor, trás acalento ao coração do moço que aguarda o seu afago. Se desloca da terra do pinhão trazendo o desejo nos olhos que ardem de saudade de quem te espera.
O veneno doce da boca eu chego a sentir na febre do meu existir, em todos os momentos que estás distante.
A pitada de pimenta queima e aquece o frio que ronda nosso rancho. Não tem fogo de chão e nem sequer é de chão batido, mas traz a pura essência gaúcha trançando as fantasias do mundo moderno. Sorvo o mate que aprecio e a cada gole o pulso bate, ao passo que o ponteiro do relógio reduz a espera. 
O amor que antes era um sonho, hoje é a mais pura realidade no coração deste moço. O cheiro de cada galpão que já andei hoje não mais faz falta, não mais faz sentido, porque o sentido presente de confiança no futuro pleno preenche cada espaço vazio quando estás longe. A melodia me acompanha desde que fui concebido e hoje ela ecoa mais alto no pampa da minha alma e é por ti...
A labareda lembra o que passou e afaga o que ainda está por vir. 
Sonhos, chão, poeira, o mundo nos aguarda...!  O passado há de continuar se refletindo em felicidade.
As rédeas que ontem me esguiaram, hoje me guiam. Ao topo do mundo me vou com o frio do inverno e certeza de que não mateio sozinho. O tempo é o brilho que adormece e incandesce a cada minuto à sombra do teu sol, minha linda flor MORENA.
Aquenta o meu inverno que eu afago os teus sonhos!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Painel











Quem tu é???

A pergunta é relativa. Quem tu é?
A resposta é muito mais simples e complexa ao mesmo tempo:
quem sou pouco importa. O que realmente vale é quem eu quero ser.
Aí que me refiro.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O que soma em tua vida???

Ontem conversei rapidamente com um amigo e o questionamento dele à respeito de outra pessoa foi o seguinte:
O que ele soma em tua vida?
E a resposta, quando normalmente esta pergunta é feita, será: nada! Ele não soma em nada.
E é aí que nos equivocamos.
Tive dois anos que foram cruciais para perceber isto. Realmente como "amigos" eles não somam absolutamente nada. Como "gente" são escrotos, prepotentes, egoístas, manipuladores, invejosos e muitos mais adjetivos que lhe couberem na imaginação neste momento.
Quem não os conhece? Quem não os encontra no dia a dia? Quem não tem um chefe assim, um empregado assim, um irmão, um vizinho, um professor? Infelizmente todos temos. E agora eu te faço outra pergunta: quem nunca se sentiu um deles?
Agora é que vem a parte boa da história: Ele soma sim! E soma muito em sua vida. E se você, em algum momento agiu desta forma, se lhe serve de consolo eu posso te dar o meu ponto de vista.
Com ele você aprende em quem deve confiar. Com ele você aprende o que seus verdadeiros valores pessoais podem refletir aos olhos de quem te vê. Com "ele" você aprende a lidar com "eles".
É diante das piores situações, das piores pessoas, dos piores sofrimentos, que saem as melhores, mais completas e mais perfeitas superações. Ele é quem é e sempre será teu mestre para o crescimento de espírito, de caráter, de doação e de qualquer outra qualidade que por você pode ser adquirida em tua passagem. Seja pela passagem pela vida, pelo mercado, pelo restaurante, pela santa mesa de tua família, ... , enfim.

Aproveite-o. Ele tem muito mais a dar do que a receber.

"Quanto mais a vida me bate, mais aprendo viver."

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ó City

Já ouviram falar do Ó City? 
Ela existe. No mapa poderão encontrá-la.
Disfarçada com pseudo nomes ela está em todos os pontos do mundo.
Todas as cidades da minha terra tem uma fração de Ó City. Em algumas, esta fração é maior, chegando  a 100%.
Em Ó City o principal assunto é a vida alheia. Em Ó City a principal ocupação é esperar o tempo passar. Em Ó City pouco se produz e muito se planeja. Se planeja como vai cortar a grama, se planeja como vai consertar a casa, se planeja o tão esperado final de semana, com inúmeras atividades, dentre elas, o jogo de futebol, a festa comunitária, o jogo de canastra, o culto, missa (se perdeu o verdadeiro sentido dessas duas últimas citações)... enfim: são tantas as atividades, que me faltariam palavras no vocabulário, né?!
Lá em Ó City se tem uma grande preocupação com o futuro. Esta preocupação se chama "aposentadoria".
Lá você já nasce com o dom e a capacidade em planejar um futuro repleto de realizações e sucessos que se resumem em "aposentadoria". 
Lá os governantes são, para alguns, os mais corruptos. Lá só se enxerga uma das versões da história. E curiosamente, a versão é sempre a menos otimista e a mais negativa possível.
De onde eu conheço a Ó City? Jamais falei que conhecia pessoalmente alguma.
Uma vez meu pai me contou uma história sobre uma Ó City. Ela ficava na Europa e como tantas, se escondia por trás de uma face "penumbra". Seu nome fictício eu nem lembro mais. Era algo que acabava em ... Ville. Dizia ele que quando eu crescesse seria um digno cidadão "Ó-cityense". Imaginem eu, estufando o peito pra dizer que sou um CIDADÃO Ó-cityense?! Quanto orgulho!
Sabe por que não me considero um CIDADÃO Ó-cityense??? Porque arregaço as mangas.
Porque vou à luta. Me disponho a acordar às 3 da manhã para trabalhar. Me disponho à trabalhar até altas horas da madrugada. Me disponho à ficar mais de 30 hs trabalhando. Porque já me dispus inúmeras vezes à trabalhar em condições precárias, frio extremo, fome, umidade, lugares distantes... me disponho! Agindo assim eu não consigo entrar no seleto grupo de cidadãos.
Porque quando convocado à agir, utilizo minha pouca inteligência a isto e concentro minha energia para o foco, sem me desvirtuar no meio do caminho pela vida alheia e tudo mais. Porque não lamento por meu insucesso. Sou eu quem o conquisto e se não tenho um salário melhor é por minha própria incompetência e conformismo. Porque eu não me disponho a receber favores, em qualquer grau e gênero. Eu corro atrás.  Eu conquisto. Eu sou chato. Peço ajuda sem demonstrar um resquicio sequer de orgulho.
Dane-se o orgulho!
Você se considera um CIDADÃO Ó-cityense? Reavalie seus conceitos. Não minta à você mesmo.
Tchê! Te DISPONHA... Faça a sua parte, assim terás respaldo para cobrar porque és um exemplo e somente assim será ouvido. Colabore antes de criticar. Estude e te aperfeiçoe. O mundo está repleto de incompetentes. Faça a diferença, seja solidário... Seja humano e aí sim defenda seus direitos morais e intelectuais.
Lembre-se da ultima vez que conquistou algo. Se pensou mais de 5 segundos pra obter uma resposta, mude de caminho. Vire à direita, esquerda... retorne se necessário. Estás no caminho errado.
A receita é bem simples: arregace as mangas e "desachate" a bunda. Se tiver uma tesoura por perto, corte a língua. Caso não tenha, eu tenho certeza que ela é suficientemente longa para permitir que se faça um nó.
Não vim à passeio e você também não.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Don Diego de La Vega - Zorro

Tu já teve alguma curiosidade em saber o significado do teu nome?
Eu até que tive. Tardiamente, mas tive. Ontem à noite resolvi procurar.
Tem uns que acreditam em horóscopo, cartas, mapas, bla bla bla... até que ponto acreditar nisto tudo? Isso ninguém pode dizer ao certo. Basta respeitar. Se bem que tem coisas hoje em dia que desafiam a minha capacidade da prática pelo respeito.
Existe, então, um ramo da linguística que se define como ANTROPONÍMIA que é onde registramos os estudos que tem por finalidade definir o significado dos nomes próprios.
Enfim, resolvi procurar o significado de DIEGO. Eu sempre soube que DIEGO é uma variação de DIOGO, que tem origem espanhola e tem relação com "instruído". Lendo mais à fundo, DIOGO vem do latim, didácus, que significa instruído, belo, que tem uma forte capacidade de liderança. Discordo do belo. Talvez a tradução da palavra Belo não expressa com clareza o significado à que ela está orientada na exposição.

Veja só o que encontrei: DIEGO - do latim, O CONSELHEIRO. Se for analisar esta tradução nua e crua, eu me considero muito mais apto a receber conselhos do que a dar conselhos. Mas, cá entre nós, eu confesso que me agrada muito dar conselhos.
Eu nunca consegui entender a mitologia grega, mas é nela que eu encontro o significado, que, ao meu ver, se encaixa com a minha personalidade.
Normalmente o significado dos nomes tem uma relação muito forte pela primeira letra. No meu caso, a letra "D". As variações de nomes que começam com "D" tem uma tendência em ter um perfil muito parecido. Isso, pelo que percebo, quem explica é a numerologia. Confesso que não entendo absolutamente nada desse assunto. Mas percebendo que o resultado de minha pesquisa é muito próximo da maneira como me enxergo, eu fiquei ainda mais intrigado e curioso. A ferramenta google praticamente resolve sua vida nos dias de hoje. E é nela que eu me apego diariamente e foi ela que me esclareceu algumas dúvidas.
Fazendo uma variação na pesquisa, para que não recaia a mesma sempre em sites com tendências religiosas iguais, percebo que o significado continua idêntico. Isso prova que a fonte é a mesma. Daí já tiro a conclusão que algum fundo de verdade deve haver nesta história (ou estória, como preferir).
Outro ponto que chama atenção é que, nem sempre o significado do nome traduz uma conotação positiva pro próprio. Muitas vezes, o resultado é uma descrição bastante modesta. A descrição negativa. Bem... esta vamos esquecer. Este blog tem como propósito falar do "bem".
Dos significados encontrados, o que me chamou mais atenção foi este:
Diego: Se deriva del griego didachos, cuyo significado es “instruido”. Hay quienes aseguran que el nombre Diego no es más que una variante de Jaime o, por abreviación, de Santiago (Sant-yago, Tiago, Diego). Muy conocido con este nombre es Don Diego de La Vega quien, vestido como El Zorro, lucha por imponer la justicia.

Faça um teste. Acesse este site (http://www.significado.origem.nom.br/nomes/?q=diego) e digite o nome de pessoas que te rodeiam. Verás que na grande maioria das vezes o significado se aproxima muito da personalidade dela.
Se eu estiver errado, por favor, me corrijam em forma de comentário. Mas eu juro que os nomes que pesquisei deram certo.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Minha inspiração

Não lembro de ter alguém me feito esta pergunta. Mas gostaria que fizessem. Teria prazer e agradeceria se a mim fosse dado a chance de responder. O que seria de ti sem a música?
Pois bem. Eu creio e defendo a tese de que tudo tem uma inspiração. Na grande maioria das vezes ela é externa. Por pessoas, imagens, atitudes, cenários, cheiro, cor, ... enfim. Ela toma toda e qualquer forma.
Uma foto guardada no "baú" de fotos na casa de minha mãe me fez refletir sobre esta inspiração.
Desde bastante pequeno eu sempre tive uma fonte inspiradora bastante forte e que, apesar da distância sempre teve uma ligação intensa comigo. Em uma conversa com ele, a mais de 10 anos atrás, ele me revelou que sempre percebeu minha inclinação para a música. Veja bem! Não quero dizer com isto que sou ou que me considero um grande músico. Somente descrevo o que isto significa para mim.
Na foto que eu cito era inverno. Eu deveria ter uns 4 anos de idade e nela eu apareço abraçado à ele. Ambos com um sorriso estampado no rosto.
Logo após, lembro me de uma melodia que eu conseguia tocar no violão.
Anos mais tarde fui despertando ao ver, ouvir e sentir o pulsar da sua música.
Música tocada com a alma. Tocada com tesão. Tocada com prazer inconfundível e quem sente isto consegue entender com muito mais facilidade o que escrevo.
Música tocada com os olhos. Os olhos saltam ao horizonte e ao mesmo tempo fazem uma viagem pra o próprio interior, de onde emergem as mais intensas sensações. Naquele momento não existe pessoas ao redor. Não existe cenário. É só MÚSICA.
Com o instrumento empunhado era visível o prazer que a música lhe proporcionava. Caras, bocas e trejeitos me deixam uma saudade imensa. A voz, então, inconfundível e muito forte. Fazia estremecer tudo que estava ao redor. E esta mesma voz poderia, no suave toque das cordas de um violão, se transformar no "algo" mais doce que poderia ser oferecido aos ouvidos de quem atentamente ouve.
Por tempos eu acompanhei minha inspiração em rodas de viola, inúmeras pizzas na pizzaria do zóio, algumas apresentações aqui e ali de onde me surgiam as oportunidades e incentivado pelo tesão da música, eu ia.
Esta minha inspiração não era exemplo pra ninguém, na época. Tinha um carisma que abriria qualquer porta. E foi isso que aconteceu por inúmeras vezes. As portas se abriam e tudo se resolvia. E inúmeras portas a ele foram abertas até que elas mesmo não bastaram pra sustentar tanta dor e sofrimento.
Agora, mesmo não deixando de ser inspiração, ele se tornara um mendigo. E nessa longa peregrinação, dentre idas e voltas acabamos perdendo o contato.
Por diversas vezes tive a oportunidade de ir ao seu encontro. Sei hoje que ele está muito bem, mas confesso que nunca tive coragem. E essa sensação covarde não se explica. Se sente.
Com 18 anos é que tive realmente um pouco de disciplina pra aprender a tocar um instrumento. E assim aconteceu. Olhando um aqui, outro ali, fui autodidata. Estudando nas próprias cordas do meu violão, sem ajuda de professores ou quaisquer outras fontes. E sempre como o foco na simplicidade. Aqui mesmo no blog, escrevo da maneira como penso e publico. Sem "frescuras".
Logo depois tive uma fase onde me senti "privado" de praticar o que mais me faz bem e acabei abandonando a música.
Quando percebi o erro que havia cometido, resgatei tudo isto. E me considero efetivamente realizado pelo que conquistei. A plenitude da música que só entra em minha vida quando eu tenho carência dela. Música sem compromisso mas tocada com o coração. Cantada com a alma e com o coração.
No momento em que empunho meu violão, nas pontas de meus dedos está meu coração. Nos meus olhos você vai conseguir enxergar minha alma. É simples assim. Ela muda meu astral, muda meu humor de uma forma absolutamente incrível.
Gostaria muito que Deus me presenteasse com a dádiva de poder, algum dia desses, servir de inspiração pra alguém.
Deus queira que alguém, por um segundo apenas em sua vida, pense em mim como eu, diariamente e inconscientemente, pensei nele todos os dias nestes últimos 10 anos.
Deus queira que alguém consiga enxergar meu coração na ponta de meus dedos e a neblina sumindo de meus olhos enquanto empunho meu violão.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Ainda no útero

Feliz de quem consegue ter a livre e leve sensação de ainda estar dentro do útero.
Lá e apenas lá naquele mundo tudo te pertence. Lá onde de nada vale a aparência e o alimento é incessante. O interior é preenchido com Luz e a fragilidade do corpo se transforma em energia pura pelo alimento generosamente oferecido pela mãe.
Nem mesmo os raios do sol lá chegam, diretamente. Mas percorrem veias que os fazem refletir naquele imenso mundo com muito mais intensidade.
O útero é a fortaleza mais segura do mundo. É a prisão com os muros intransponíveis e a única de onde qualquer prisioneiro jamais sonhou em sair.
De lá, surgimos pra um mundo onde rejeitamos a natureza e a energia que está em nossa volta. Muitas vezes é lá que esquecemos nossa fé e de lá partimos para um mundo cheio de anjos que nos cercam. Porém, nossa pobreza de espírito não nos deixa enxergá-los.
Um mundo que nos julga minuto a minuto onde todos estão muito bem enclausurados em suas carapuças invisíveis. Por detrás delas se vê muito pouco. O escudo não permite que se veja muito mais do que os olhos.
Os olhos são a mais pura verdade. Eles é que são o canal aberto pra tua verdadeira essência. Quem não me olha nos olhos enquanto fala, não conquista meu "eu", e sim um "eu" mascarado, jovem e ao mesmo tempo caleijado da falsidade do mundo.
Mal sabem esses que o espírito insano, inconsequente e feliz de uma grande alma tem o poder de torná-los escalvos de toda esta maquiagem. Mal sabem que o que realmente importa é o que se sente. É fazer o que se tem vontade sem medo de que te julguem. É dançar quando sentir vontade, cantar no volume e intensidade do coração e sonhar com a inocência de um feto.
Exatamente... nos falta o poder de identificar onde é que estão nossas almas e qual é a verdadeira essência delas.
Vivemos e corremos tanto atrás de que, se o que realmente importa é a paz de espírito?!
Consigo enxergar o buraco em minha alma? Consigo sim. E não somente consigo enxergar como sinto que isso contagia a quem está ao meu redor.
A força da natureza tem o poder de fechar este buraco.
Basta senti-la.
E pra isto não precisamos de nenhum dom especial.
Sentimos esta força durante 9 meses.
Conquisto esta liberdade com uma graduação racional de insanidade que consigo impôr aos meus atos, sem me preocupar com que os "outros" irão pensar e admiro incessantemente quem tem este dom... ,
o dom divino de viver e ser feliz como se estivesse ainda no útero.
Por isto não consigo elevar às nuvens alguém que não é capaz de reconhecer seu verdadeiro sentido de existir. Por isso prefiro ignorar a quem veio sem a pretensão de marcar.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

VIVA

Em alguns textos, mesmo que mascarado bem lá no meio, vocês já devem ter percebido minha aversão à rotina.
Pois bem. Desde que me entendo por 'gente' eu percebo que evito a rotina.
Novidades são essenciais a toda hora.
Um dia sem novidades é um dia insólito, sem gosto... poderia até dizer 'insignificante', não fosse pelo fato de que a nossa presença é fundamental na vida de alguém.
Os caminhos por onde passo diariamente não são sempre os mesmos. Acordo em horários diferentes, durmo em horários diferentes, como, bebo... o pensamento em si é aleatório. Tenho vontade de ter filhos, procuro conhecer lugares, pessoas e novas personalidades. Tento entender, embora não com total sucesso, tais personalidades.
Sou INSANO.
Tenho como maior desafio a façanha de escrever o livro da vida com inúmeros capítulos, muitas vezes desatrelados entre si, evitando a mesmice e gerando um saldo inabalável de tempo (que neste texto representa vida) dentro de mim.
Não quero ter a pretensão de que este livro gere 'receita' com seu conteúdo... porém, o desafio de escrevê-lo me faz buscar incessantemente capítulos longos e completos, que para mim representam etapas percorridas e identificadas como 'novidades'.
Enfim... vivo de maneira diferente.
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O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.
Se alguém colocar você numa sala branca, vazia, sem nenhuma mobília, sem porta ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo.
Por alguns dias sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclo de sono, fome, sede e pressão arterial.
Isto acontece porque nossa noção de passagem de tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais, e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.
Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:
- Nosso cérebro é extremamente otimizado;
- Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho;
- Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos em um dia;
- Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.
Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos pra compreender o que está acontecendo.
É quando você se sente mais vivo.
Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo "automático" e apagando as experiências duplicadas.
Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.
Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.
Então, um dia dirigimos trocando de marchas, olhando o semáforo, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.
Como acontece?
Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas ( você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); o cérebro já sabe qual marcha trocar ( ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência).
Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente.
Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados da sua leitura de noção do tempo.
Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.
Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, problemas, pessoas, desafios, programas de televisão, reclamações, ... - enfim, ... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça longo e cheio de novidades), vão diminuindo.
Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano, ou para algumas pessoas na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a ... ROTINA.
A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M ( mude e marque ).
Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registro com fotos.
Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.
Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).
Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.
Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entra na universidade aos 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.
Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.
Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.
Seja diferente.
Se você tiver dinheiro, especialmente se estiver aposentado, vá com seu marido, esposa, amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos, em outras palavras... VIVA!
Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.
E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros das vidas que existem por aí.
Cerque-se de amigos.
Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes e que gostam de comidas diferentes.
Enfim, acho que você entendeu o recado, não é?
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.

Por Airton Luiz Mendonça

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Estímulo

Tão pouco nos faz criar ânimo. Tão pouco nos faz sorrir. Por tão pouco nós vivemos.

Apenas um comentário em um "post" pode nos fazer refletir e muitas vezes retornar a um cenário escondido. A mente é fascinante, pois até o odor na cena eu consigo sentir. A luz disfarçada pelas cortinas e pelas árvores em frente, eu enxergo com clareza. O barulho do assoalho da velha casa eu escuto. O carpete desgrudando, o sofá do cochilo, o café sobre o balcão... absolutamente tudo eu vejo, sinto, toco... as pessoas que ali frequentavam, em sua grande maioria, não as vejo mais com tanta frequência. Alguns simplesmente não vejo. Os sonhos e projetos daquela época viraram passado e não tem mais valor. Tudo era tão engraçado, tudo era tão novo e tudo era ao mesmo tempo muito chato.

Por onde é que eu andei todo esse tempo? Quantos anos se passam após aqueles outonos? Quanto frio eu senti, quantas vezes senti saudades e quantas vezes chorei?! Quantas alegrias e quantas paixões?! Muitas, muitas.
O mesmo cheiro de hortelã descrito em um "post" anterior eu também senti quando, na companhia da criatura mais doce do universo, eu despertei pro meu egoísmo, pra minha ignorância e pra minha displicência. Alguns minutos de conversa e a cabeça é voraz na viagem absurda ao passado. Vai e volta infinitas vezes. Flashes acompanham o odor de hortelã misturado com o cheiro do tabaco. As gargalhadas ainda me massageiam e preenchem o espaço. Ao mesmo tempo eu consigo enxergar a dor e o sofrimento que embora mascarados pela perseverança e fé, teimam em aparecer. Tudo continua no mesmo lugar... e eu sou tão pequeno.
No momento da despedida, um forte nó na garganta e um "gostei da visita... gostei mesmo! Venham mais vezes!", dizia meu dindo.
E com isso eu desperto pra realidade e me ponho em um pranto contido que pede absolvição à minha ignorância e ao meu egoísmo. Só resta correr contra o tempo e resgatar o que perdi.
Valorize o seu passado.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Hoje eu vi um sorriso. Doce, meigo e extremamente cativante.
Aquele sorriso que te deixa pra cima, animado e feliz. Sorriso estampado, bem típico e perigoso. Perigoso porque te desnuda frente a observação alheia. Desnuda porque revela uma personalidade. E não há nesse mundo nada mais íntimo do que a nossa própria personalidade. Ela é sua e foi moldada por você. Ela se altera conforme a intensidade vibrante do sangue que corre em suas veias. E ela se revela, dentre outras formas, através do sorriso, mostrando nosso mais eficaz e completo "cartão de visitas". Meu sorriso é meu cartão e me penitencio frequentemente por não usufruir deste que é grátis, inesgotável e fundamental.
Aquele sorriso me fez feliz, embora numa foto, me fez feliz... e conheci uma nova e bela personalidade. Me conquistou já de primeira...

VISÃO MAIOR DO QUE OS OLHOS

Na longínqua China surgiu um novo empresário. Herdeiro de uma fortuna considerável, resolveu investir. Como era novo no ramo, procurou uma empresa de assessoria que lhe auxiliasse no planejamento e posterior execução do projeto. Inicialmente definiram o ramo do negócio. Feito isso, partiram para o projeto da empresa, detalhando cada ítem. Como passo seguinte, tudo foi orçado para que não houvesse surpresas. A cada decisão da empresa organizadora e comunicada ao proprietário, o mesmo exclamava: "ENTENDI TUDO".(é óbvio que no idioma do mesmo).
Concluída a construção do prédio, tudo foi apresentado ao seu proprietário que repetiu: "ENTENDI TUDO". Tudo acontecia dentro dos valores e prazos estipulados. A primeira surpresa aconteceu no momento da aquisição dos móveis e equipamentos eletro-eletrônicos. Faltou verba! Para um setor fora esquecido de orçar as necessidades. Mas como era o almoxarifado (ou depósito como era chamado lá), comunicaram ao proprietário que não haveria problema. Fariam com as peças excedentes ou não aproveitadas pelos outros. Afinal, o almoxarifado (ou depósito) é um setor secundário e que dispensa maiores investimentos.
Como sempre, a explicação teve como resposta a já conhecida frase: "ENTENDI TUDO".
No momento da seleção e recrutamento de pessoal e apresentação do plano de cargos e salários a empresa de assessoria argumentou que hoje o diferencial entre as empresas é o funcionário. Era preciso investir em material humano. A mesma frase soou novamente: "ENTENDI TUDO".
Aos poucos os profissinais eram cuidadosamente selecionados e contratados. Finalmente, acabadas as contratações, equipes formadas, quadro de funcionários completo. Numa solenidade simples o setor de Pessoal apresentou ao Diretor/proprietário cada funcionário, exaltando características e qualificações de acordo com a função que exerceria. Por último apresentou a "turma" do almoxarifado. Lembrou que sempre que fosse necessário executar alguma tarefa extra, poderia contar com esse último grupo, por ser o de menor grau de comprometimento com as responsabilidades da empresa. Sorridente, o proprietário formulou a frase costumeira: "ENTENDI TUDO". Com as engrenagens ajustadas e o entusiasmo ditando o ritmo, o sonho começou a se tornar realidade.
Logo que os primeiros relatórios pra análise gerencial foram emitidos, surgiu a grande surpresa para o novo investidor. Imediatamente convocou toda a gerência da empresa. Disse-lhes que tinha somente duas perguntas a fazer, pois diante do que tinha acabado de ler estava bastante preocupado e foi perguntando: "o valor total que aparece neste relatório é o que investimos em estoque?". Todos responderam que sim. Em seguida fez a segunda pergunta: "o estoque foi recebido pela "turma" do almoxarifado e está depositado lá sob a responsabilidade do mesmo grupo"? Novamente a resposta foi afirmativa.
Então, pela primeira vez se ouviu uma frase diferente vinda do diretor:
"AGORA NÃO ENTENDI MAIS NADA".

*Obs.: qualquer semelhança com empresas brasileiras é mera coincidência.
Escrito por Flávio V. D. Schneider, meu estimado tio.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Insanidade

Me acharam mais sério, mais magro, mais gordo, ... enfim, diferente. Mudei de cidade, de emprego, ganhei amigos, outros até perdi. Me irritei, voltei pra casa, tive meus ritos, conquistas importantes, outras nem tanto e uma porção de histórias pra contar.
Gostaria de preparar um drinque chamado insanidade e bebê-lo de forma descontrolada. O gosto é fabuloso. Celebrá-lo é mais fabuloso ainda.
Algumas noites de nostalgia e melancolia me fazem pensar no meu grau de insanidade. Hora me sinto um louco varrido, hora me sinto um vaso de canto de sala, daqueles que está ali a 20 anos e ninguém repara. Esta alternância salienta ainda mais o lado insano. Loucos são insano, gênios são insano, crianças são insana, animais são insano... Palhaços, artistas, personalidades, escritores, todos estes são insanos. O pobre de espírito não é insano. E este, com certeza, julga os insanos como se fossem Judas porque vive uma alegria comportada que é fictícia e mascarada. Uma falsa alegria.
Quando me refiro a insanidade não é a de sair correndo na rua fazendo loucuras. Muito menos rasgar dinheiro.
O futuro é agora, senão quando? Deixo a insanidade tomar as rédeas por vezes e paro desse tal de ''serei feliz se isso, serei feliz se aquilo...".
Ser insano não é ser inconsequente. Ser insano é ser insano e viver a boa nova, rebelar, rebater, machucar-se e sobreviver.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

sucesso...

"... eu to inscrito numa tradução de sucesso, então, acho melhor isso acontecer".

Acreditar nisso é muito mais fácil que lamentar profundamente o insucesso. Fica tudo mais simples, mais direto e concreto.
Eu sou altamente influenciado pelo que faz sucesso, então, obviamente, traço as linhas do destino no curso dos influenciadores, sejam eles quais forem.
Eu acredito no meu sucesso e isso me basta. Demore ele a acontecer, ou não.
Se ele já existe, se já alcancei?! Olha. Isso é difícil de responder. O que é sucesso pra mim pode não ser pra você e vice-versa. Uma coisa é certa: não me contento com o que eu tenho. O meu sucesso está diretamente ligado ao meu bem estar, então se eu estiver de bem comigo mesmo, já me sinto parcialmente satisfeito.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Missão de hoje: SER FELIZ

Missão de hoje: ser feliz. Quem me dirá que esta missão não é seguida insistentemente por absolutamente todas as pessoas do mundo??? Pois é.
Esta felicidade pode estar em coisas tão simples como um "bom dia!", um sorriso, um gesto amigável, a realização profissional... Pode estar também na compra de um carrão, de uma roupa, casa, apartamento... vai saber o que nos faz sentir tanta felicidade adquirindo um bem material que por muitas vezes é absolutamente supérfulo. Pra outras pessoas a felicidade é passar um dia a mais vivo, lutando contra males que abatem a nossa saúde e que insistimos em não enxergar nestes "próximos" porque ninguém gosta de ver sofrimento. Pode estar num pequeno pedaço de pão e um copo d'água. Temos 1 bilhão de pessoas no planeta que vivem abaixo da linha da pobreza, com menos de $1,00 / dia e que pra sobreviver viram a lixeira de nossas casas em busca de alimento, como animais. Ao mesmo tempo perdemos $ 7 trilhões numa crise mundial. Com $ 7 bilhões acabamos definitivamente com a fome no mundo. Esta comparação com animais é bastante injusta para os animais, pois estamos rebaixando-os a nível de pessoas. Tem cachorrinhos que recebem o tratamento em "excelência" que 1 bilhão de pessoas no mundo mereceriam ter. Presenciei várias vezes a "pena" por um animalzinho de rua. Esta mesma pessoa que sente "pena" do animal sente "desprezo" por uma criança de rua, que é nada mais nada menos que uma vítima de um problema conjuntural que perdura em nossas nações e que está longe de ter fim, o qual nós, seres humanos, somos os culpados. Não pretendo dizer com isso que o animal merece ser maltratado. Aprendi a gostar dos animais. Admiro os animais e merecem toda a nossa atenção. Enfim! ...
Acabei me desvirtuando do assunto que gostaria de falar. Uma coisa que me fez extremamente feliz hoje foi quebrar o celular. Sim! Literalmente estraçalhar ele numa parede. Sobrou apenas o chip (ainda bem). A sensação foi tão boa quanto a que precede as nossas férias. Um alívio imediato. Parecia que tinha recebido uma boa dose de morfina. Me senti anestesiado e aliviado ao mesmo tempo. Sabe por que? Porque sem perceber nos tornamos escravos dessa desgraça que é o tal do celular. Hoje tem celular até com piloto automático. Tem uns que até te tele transportam pra qualquer lugar do mundo, fazem reuniões, resolvem problemas... prometem absolutamente tudo. Mal sabe é que eu preciso que eles simplesmente recebam chamadas e emitam chamadas. Só! Será que é pedir muito? Sabe qual é o telefone que eu mais gosto? Aqueles de manivela. Isso mesmo! Esses que nunca funcionam e do qual a gente não espera grandes coisas.
Já descobri qual vai ser minha terapia para os próximos tempos. Quebrar um celular por dia. Experimente você também.

Sucesso...
patrocinadores deste post - MOTOROLA, NOKIA, LG e SAMSUNG.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O abandono dos amigos

Você já se perguntou quanta coisa abandonou durante sua vida? Pois é. Agora, à poucos instantes me fiz esta pergunta. É natural o abandono. Ele é um ato de renovação na maioria das vezes. E este ato é o que nos mantém vivos. Naturalmente que, como tudo na vida, cometemos erros e os erros são a base do nosso crescimento como pessoas e como profissionais. É justamente sobre o erro do abandono que gostaria de escrever hoje.
Minha índole me faz aglutinar e tentar aproximar minhas amizades. Sempre que posso eu procuro, telefono e marco um encontro pra jogar conversa fora, falar bobagem e manter o forte laço de amizade. É normal que as pessoas se aproximem de você e se tornem grandes amigos. É normal também que estas mesmas pessoas se afastem. O tempo de convívio não é parâmetro pra grandes ou pequenas amizades. Você conhece a pessoa pelo olhar. Eu observo muito o olhar. Os olhos dizem absolutamente tudo que você necessita saber. Uso isto muito na minha profissão. Disto eu não abro mão. Acho absolutamente fundamental ter contato pessoal. Mas infelizmente nem sempre isto é possível. A internet ameniza esta falta de contato pessoal. E muito.
Uma pessoa que conviveu com você apenas uma semana poderá se tornar um amigo pro resto da vida, sem que haja a necessidade de convívio mais intenso. Também tem casos de pessoas que nasceram, cresceram e continuam ao seu lado, bastante próximos e que não podem ser consideradas como verdadeiros amigos. Aqui no mundo virtual eu posso, pelo menos, saber como estão meus amigos, apesar da distância. Tenho um bloqueio ao uso do telefone. Se existe algo que eu não gosto de fazer é falar ao telefone. Isto me irrita e a internet é a solução mais usual.
Quando uma pessoa diz que lê o seu blog sempre é sinal que compartilha ou compreende seus pensamentos, suas ideias e talvez sua filosofia de vida que pode estar expressa nas palavras. A compreensão é a maior prova de amizade. Meu amigo me compreende, independente de eu estar certo ou errado. Isto não quer dizer que ele concorde com o meu pensamento ou ato. Apenas compreende e isto basta. E isto ao mesmo tempo que é complexo é tão simples. A compreensão é a maior prova de bom-senso. O bom-senso é o alicerce da paz, da união e da amizade. O bom-senso é o alicerce da vida.
Tanta gente que passa pela sua vida e tão poucos que ficam. O que consola é o fato de que os que ficam, mesmo sem um contato mais direto, são seus verdadeiros amigos.
Só tenho um arrependimento na vida: o de deixar passar ou deixar de "explorar" as amizades que surgem. Mesmo que por poucos instantes. E este é um erro conhecido por mim, mas que eu continuarei cometendo pelo resto de meus dias por que sou um ser-humano. E até mesmo depois de minha morte terei o arrependimento de desperdiçar minhas verdadeiras amizades. Sou um pecador e pago o preço por isso na aqui mesmo, na terra.
Foram tantas as pessoas que eu deixei de me aproximar por pura incapacidade. Mais uma vez fui incompetente. Mas isto já é outro capítulo.
Fico feliz por você compreender o que escrevo.

Sucesso...